9 de ago de 2011

SOLENIDADE DE POSSE DOS 06 ACADÊMICOS: 05.08.11













Local: Academia Norte-Rio-Grandense de Letras – Rua Mipibu, 443 – Natal/RN

- Composição da Mesa Diretora da Assembleia, presidida pelo Acadêmico Cícero Almeida, formada pelas seguintes autoridades:

- Dra. Maria Bernadete Sousa - Representante da Exma. Sra. Governadora, Dra. Rosalba Ciarlini;
- Dr. Ailton Diogo Morrilhas Rodrigues - Presidente do Conselho Federal de Odontologia;
- Prof. Dr. Gerdo Bezerra de Faria - Diretor da Faculdade de Odontologia da UERN;
- Prof. Dr. Ricardo Calazans - Diretor do Departamento de Odontologia da UFRN;
- Profª Drª Maria da Conceição Pereira Pinto Solano - Representando a Associação Brasileira de Odontologia do RN;
- Dr. José Mário Mateus Morais - Secretário Geral do Conselho Federal de Odontologia;
- Dr. Abrahão Alves - Presidente do Conselho Regional de Odontologia da Paraíba;
- Dr. Geraldo Ferreira - Presidente do Sindicato dos Médicos do RN.

- Formação da Comissão para introdução no recinto dos novos Acadêmicos:
- Eimar Lopes de Oliveira; - José Dantas Vanderley; - Maria Marluce de Souza; - Maria Valdite Germano Pinheiro; - Rubens Barros de Azevedo; - Wagner Renier Maciel Dantas;

- Hino Nacional Brasileiro cantado pelos presentes;

- Entrega dos “Elogios” aos respectivos Patronos pelos 06 novos Acadêmicos;

- Discurso de posse pelo novo Acadêmico Eimar Lopes de Oliveira, escolhido pelos demais colegas para representá-los, e Elogio ao seu Patrono:

“...O meu trabalho nada encerra de inédito. Tudo nele é vulgar. Fugindo das demonstrações analíticas da Física, procurei dar-lhe feição experimental, compatível com os meus conhecimentos ...” (José Gurgel do Amaral Valente).

Com essas modestíssimas e belas palavras do grande mestre, eu inicio o meu discurso.
Procurando dar-lhe feição experimental e desprovido de qualquer pretensão, eu agradeço.
Primeiramente e profundamente orgulhoso, agradeço aos meus pares, que hoje tomam posse comigo.
A vocês a minha sincera gratidão por me confiarem a responsabilidade de vos representar nesta solenidade como orador.
Aos Acadêmicos que agora chamo de colegas, por nos aceitarem como um dos Senhores, faço isto na pessoa do Prof. José Ferreira Campos Sobrinho, por quem nutro uma profunda admiração.
A responsabilidade do cargo será instrumento de honra para cada um de nós daqui para frente, estejam certos.

A Academia, empossando seis novos Acadêmicos, se propõe ao resgate da memória de seis Patronos, os quais já foram devidamente homenageados pelos seus respectivos afilhados.
Particularmente tenho o dever de reverenciar três ilustres membros que constituem o corpo Acadêmico da cadeira de número 50, a qual passo a ser, a partir de hoje, o seu terceiro ocupante.
O Patrono, Dr. José Gurgel do Amaral Valente, o primeiro ocupante, Dr. Cícero Almeida e o segundo ocupante, Dr. Carlos Augusto Marques Gurgel.

Dr. José Gurgel do A. Valente nasceu aos 11 de agosto de 1896, na Fazenda Tapuia, hoje município de Timbaúba dos Batistas. Eduardo Gurgel Valente Viana e Anna Anunciada de Araújo eram os seus pais.
José Gurgel gozava do privilégio de ser o primogênito de uma dúzia de filhos deste harmonioso casal. As primeiras letras aprendeu com o Prof. Pedro Gurgel, pai do saudoso Mons. Walfredo Gurgel de quem manteve grande admiração.
Continuando seus estudos preparatórios, foi aluno do antigo Colégio Santo Antonio, dirigido pelos padres da Sagrada Família. Concluídos os estudos preparatórios migrou para o Recife, matriculando-se na Faculdade de Farmácia e Odontologia, graduando-se em Farmácia em 1918 e em Odontologia no ano subsequente.
O início de sua vida profissional foi marcado por uma verdadeira odisséia. Contando apenas 23 anos, adquiriu um consultório odontológico portátil, o acomodou em costados de muares e com ajuda de um antigo morador de seu pai, experiente tropeiro, partiu sertão adentro. Missão Velha, Crato, Juazeiro do Norte, Icó, Misericórdia - hoje Itaporanga - foram algumas das cidades que escolheu para iniciar o seu primoroso ministério.
Terminada esta riquíssima fase de sua vida profissional, em 1922, foi convocado a prestar serviço militar voluntário ao glorioso Exército Brasileiro na condição de Segundo Tenente Farmacêutico.
Com um grupo de colegas funda a Associação Brasileira de Odontologia, Seção do Rio Grande do Norte.
Serviu ao Instituto de Assistência e Proteção a Infância como cirurgião-dentista e farmacêutico desde a sua fundação pelo Dr. Varela Santiago, Hospital hoje que leva o seu nome.
Exerceu também o cargo de dentista da Legião Brasileira de Assistência por muitos anos.
Inquieto e grande amante do trabalho, decidiu preencher o tempo livre com o magistério, na qualidade de professor de Física do Atheneu Norte-Rio-Grandense a partir do ano letivo de 1928.
Foi também professor de Física Aplicada a Farmácia da Escola de Pharmácia e Odontologia fundada em dezembro de 1923 que após formar sua primeira turma permaneceu em estado de latência até 03 de fevereiro de 1947 quando foi fundada a Faculdade de Farmácia e Odontologia de Natal.
Desta que foi a semente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foi seu professor até sua aposentadoria em 1966. Faleceu no dia 18 de Abril de 1974, portanto aos 77 anos.

Dr. Cícero Almeida, primeiro ocupante, nasceu na Cidade de Macaiba. Graduado em Odontologia pela UFRN, Especialista em Radiologia Odontológica. Tenente-Coronel Dentista da reserva do Exército Brasileiro.
Exerceu vários cargos relevantes na Maçonaria e na vida civil. Dentre eles podemos destacar o de Presidente da Federação Norteriograndense de Futebol por quatro anos. Atualmente é o Presidente da Academia Norteriograndense de Odontologia.

Dr. Carlos Augusto Marques Gurgel, segundo ocupante, nasceu em Savador-BA, graduado em Odontologia pela UFRN em 1963, é Licenciado em História pela UFRN em 1969, Licenciado em Ciências Sociais pela UFRN em 1970 e Bacharel em Direito também pela UFRN em 1991.
É Mestre em Odontologia Preventiva e Social pela UFRN. Foi Professor de várias disciplinas no Estado do Rio Grande do Norte e na UNP, onde também exerceu o cargo de Coordenador do Núcleo de Documentação e Pesquisa - Laboratório de Idéias – 1997.
Foi Vice-Diretor do Colégio Atheneu Norteriograndense em 1964 e Presidente do Sindicato dos Odontologistas do Rio Grande do Norte, dentre outros. É portador do título de Cidadão Natalense desde 1991.

Teria, neste momento, inúmeros vieses para conduzir o meu discurso. Refleti bastante sobre todos, e resolvi escolher apenas um, até para não ser cansativo.

Escolhi talvez um dos mais badalados, porém, em minha opinião, o menos praticado. O campo da ética.
Estamos nacionalmente em uma discussão para mudanças no nosso CEO.
No campo da Bioética, alguns paradigmas se estabelecem e precisam ser debatidos; de um lado o galopante avanço tecnológico e científico nas pesquisas, tendo como base fundamental as células troncos; e do outro o descaso total dos gestores com a atenção à saúde da População onde nos interiores de grandes Hospitais, as equipes precisam “escolher quem deverá morrer”, por falta de condições de atender a todos. Ferindo mortalmente os princípios do SUS.
Na Política, este princípio parece estar cada vez mais distante. Lendo recentemente o livro do meu amigo Swedenberger Barbosa, “Bioética no Estado Brasileiro”, encontrei uma citação do grande Filósofo Prussiano I. KANT, que fala da dignidade humana como sendo qualidade daquilo que não tem preço.
Disse KANT: “No reino dos fins, tudo tem ou um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode ser substituida por algo equivalente, por outro lado, a coisa que se acha acima de todo preço, e por isso não admite qualquer equivalência, compreende uma dignidade [...] por isso, a moralidade e humanidade enquanto capazes de moralidade são as únicas providas de dignidade”.
Não acredito que haja qualquer princípio na humanidade, que se sobreponha a este. Nem a Odontologia Brasileira e nem qualquer outro segmento de nossa sociedade, caminhará plenamente se não procurar trilhar os caminhos da ética.

Agora somos “imortais”, a túnica Acadêmica será nossa veste para o resto de nossas vidas. Marca-se um novo ciclo, ouço o repicar de um sino alertando-me de que o tempo passou. Acordando-me insistentemente de um sonho. Um sonho pueril. O sonho da juventude que todo ser humano carrega dentro de si. Mas o fato que temos que acordar. A maturidade chegou. O ingresso na Academia, não só nos dá o prazer de termos feito o nosso papel perante a sociedade e de estarmos sendo reconhecidos por isso.
Também nos acorda para, de olhos bem abertos, sentirmos a presença do tempo. Ver que ele passou e que agora, todos nós temos uma história construida, não mais a ser construida. E foi exatamente essa história, de cada um de nós, que nos tornou dignos de adentrarmos às portas da honrosa Academia Norteriograndense de Odontologia. E é para ela e com ela que iremos continuar as nossas lutas. Lutas estas que fundamentalmente tem que ter um cunho teleológico, ou seja, uma finalidade. E esse fim não será outro senão a batalha incansável por uma sociedade mais justa, mais humana, mais digna e acima de tudo mais consciente.

Dizendo isto, eu lembro do grande mestre Machado de Assis e reproduzo aqui uma frase sua que fala o seguinte: “Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes”.

Por fim, um terno agradecimento ao meu grandioso Deus, presença marcante e constante em minha vida.
Aos meus amigos de verdade que, de maneira gratuita, me oferecem o que tem de melhor.
Um carinho especial, aos meus familiares e conterrâneos de minha terra Natal – Marcelino Vieira.
Ao meu Pai, com muitas saudades. A minha Mãe e meu Irmão. E principalmente à minha família, que sem reclamar me beija nas despedidas para as viagens, e com uma alegria indescritível na face, me recebe de volta. Sem vocês eu não seria nada disso. Muito obrigado.

Natal, 05 de Agosto de 2011 - Eimar Lopes de Oliveira;

- Leitura do Termo de Compromisso pela nova Acadêmica Maria Marluce de Souza, em nome dos demais empossados que o rederendam dizendo: “Assim prometo”;

- Secretário da ANRO, Acad. Max Azevedo leu o Termo de Posse, cujo livro foi assinado, em seguida, pelos novos Acadêmicos;

- Recebimento do Diploma e Medalha pelos novos Acadêmicos, entregues pelos respectivos Padrinhos (Todos Titulares da ANRO);

- Discurso do Acadêmico Doriélio Barreto da Costa em saudação aos novos Acadêmicos, do seguinte teor:

Distinguiu-me a diretoria da Academia Norte-Rio-Grandense de Odontologia a tarefa de fazer a saudação para homenagear os novos acadêmicos que vêm, a partir de hoje, engrandecer esta casa de cultura com seus reconhecidos conhecimentos, o que nos honra sobremaneira.

A Academia original foi uma escola fundada no ano 387 antes de Cristo, próxima a Atenas, pelo filósofo Platão. Nessa escola, dedicada às musas, onde se professava um ensino informal através de lições e diálogos entre os mestres e os discípulos, o filósofo pretendia reunir contribuições de diversos campos do saber como a filosofia, a matemática, a música, a astronomia e a legislação.

Seus jovens seguidores dariam continuidade a este trabalho que viria a se constituir num dos capítulos importantes da história do saber ocidental.
A escola era formada de uma biblioteca, uma residência e um jardim. Pela tradição, este jardim teria pertencido a Academus -- herói ateniense da guerra de Tróia (século XII antes de Cristo), e por isso era chamada de Academia.

Por sua vez, a nossa, a Academia Norte-Rio-Grandense de Odontologia, fundada no dia 15 de março de 1989, deve-se ao ideal de união da classe odontológica propugnada por uma vintena de fulgurantes colegas, a quem cabe, por dever de gratidão, citá-los:
José Cavalcanti,
Odette Roselli,
Ascendino Almeida Jr,
Gorgônio Regalado,
Odilon Garcia,
Geraldo Bezerra,
Jessé Dantas,
Clemente Galvão,
Hildebrando Matoso,
José Aribaldo,
Natália Galvão,
Darce Freire,
Pedro Lopes e Gentil Homem (falecidos), e mais,
Tércio Miranda,
Joaquim Guilherme,
Aldo Tinoco,
Antônio Pípolo,
Solon Galvão Filho e
Fernando Rezende, vivos, e citados por ordem de ocupação em suas respectivas cadeiras.
Foi assim, por eles, criada a Academia Norte-Rio-Grandense de Odontologia.

Dos 20 fundadores, 16 já se foram para a morada eterna. Enquanto uns se vão, outros chegam. Daí a continuidade e a evolução também desta Academia, com o desenvolvimento de nossos ideais, consubstanciados sempre na busca da cultura.

A Academia Norte-Rio-Grandense de Odontologia nasceu sob a proteção dos maiores luminares da Odontologia potiguar. Foram eles que fizeram nascer, prosperar e desenvolver nossa Academia.

Hoje, aos seis fundadores remanescentes, e a mais nós próprios, se ajuntam 06 novos colegas, compondo e completando todas as cadeiras, ora devidamente ocupadas.

Cabe, assim, a nós, preservar a memória daqueles que já se foram do plano terreno, mas que continuam bem vivos entre nós nos planos sentimental e espiritual.

A Academia Norte-Rio-Grandense de Odontologia é também a "Casa da Memória" da Odontologia potiguar.
Nesta data de hoje, a Academia recebe meia dúzia de acadêmicos que passam a ocupar suas respectivas cadeiras, cujos patronos são:

Jessé Dantas, para Wagner Ranier;

José Aribaldo, para Rubens Barros;

João Abdon, para Maria Valdite;

Péricles Leite, para Maria Marluce;

Alberto Campos, para José Dantas; e

José Gurgel, para Eimar Oliveira.

E quem são esses seis novos colegas integrantes da nossa Academia?

- EIMAR LOPES DE OLIVEIRA: Nascido em 06 de agosto de 1966. Diplomou em Odontologia, pela UFRN, em 1989, e em História, pela mesma universidade, em 2009. Fez Curso de Aperfeiçoamento em Prótese Fixa, na ABO-RN, em 1996; em Prótese Total e Parcial Removível, na ABO-RN, em 1997; e em Prótese sobre Implantes, no COESP (PB), em 1998. Foi cirurgião-dentista da Prefeitura Municipal da Upanema (RN), e de Marcelino Vieira (RN) em 1989. Ocupou o cargo de 1º Tenente Dentista do Exército Brasileiro, de 1990 a 1998. É cirurgião-dentista do Centro de Referência em Odontologia "Morton Mariz", em Natal (RN) desde 1994 até a presente data. Recebeu certificados de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados à classe odontológica, na condição de Tesoureiro e como Presidente do CRO-RN, conferidos pelo CFO. Ocupou os cargos de Tesoureiro e de Vice-Presidente do Sindicato dos Odontologistas do Estado do Rio Grande do Norte; de Tesoureiro e de Presidente do Conselho Regional de Odontologia (CRO-RN); e de Presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD-RN). Hoje, é Presidente do CRO-RN;

- JOSÉ DANTAS WANDERLEI Filho de Juvenal Wanderlei e de Belízia Dantas Wanderlei, nascido em Jardim do Seridó (RN), no dia 29 de setembro de 1933. Diplomou-se em Odontologia na UFRN, em 1961. Foi cirurgião-dentista da Fundação Especial de Saúde Pública (FSESP), do Ministério da Saúde, tendo trabalhado durante oito anos no Hospital Seridó, em Caicó, e oito no Hospital Regional do Assú. Foi fundador e presidente do Centro Recreativo e Social dos Servidores do SESP. Foi professor do Ginásio João XXIII, no Colégio Diocesano Seridoense. É sócio do Clube dos Trovadores do Seridó. Foi estudante (até o 5º período) do Curso de Direito, na Faculdade de Direito, em Souza (PB), tendo sido nomeado pelo Juiz de Direito de Assú, como Defensor Público, abdicando, posteriormente de tal função;

- MARIA MARLUCE DE SOUZA - Filha de Armando Augusto de Souza e de Manoela de Vasconcelos de Souza, nascida em Santo Antônio (RN), no dia 1º de agosto. Diplomou-se em Odontologia na UFRN, em 1967. Foi cirurgiã-dentista responsável técnica da Clínica Médico-Dentária Itaboraí, em Itaboraí (RJ), da Clínica Humaitá-Alcântara, em São Gonçalo (RJ), do Centro de Lançamento de Barreira do Inferno, em Natal (RN). É cirurgiã-dentista da Secretaria Estadual de Saúde Pública, em Natal (RN);

- MARIA VALDITE GERMANO PINHEIRO Filha de Sandoval Martins de Paiva e de Maria Germano Edite Martins, nascida em Açu (RN), no dia 23 de janeiro. Diplomou-se em Odontologia na Faculdade de Odontologia da UFRN, em dezembro de 1969. Exerce a profissão como Clínica-Geral, com ênfase na área de Odontopediatria.Tem participação efetiva nos mais renomados congressos de odontologia do Brasil, sempre buscando a atualização de seus conhecimentos e da prática clínica, aliando as novas técnicas e novas teorias a sua vasta experiência clínica, moldadas nesses mais de quarenta anos de prazerosa dedicação à Odontologia;

- RUBENS BARROS DE AZEVEDO: Nascido no dia 18 de setembro de 1937, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Diplomou-se em Odontologia, na Universidade Federal Fluminense, em 1968. É pós-graduado em Endodontia, na Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Professor Assistente de Anestesiologia, de Cirurgia Oral Menor I e II, e de Clínica Integrada, na Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo (RJ). Sócio fundador da Associação Brasileira de Cirurgia Oral, e atual 1º secretário. Sócio fundador da Academia Tiradentes de Odontologia. Sócio fundador da Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores, e atual Presidente, em nível nacional. Secretário Geral e Coordenador de diversos cursos de especialização e de extensão do Sindicato dos Odontologistas do Estado do Rio Grande do Norte. Secretário do Centro de Memória da Odontologia, em Caxambu (MG). Presidente da Seção RN da Associação Brasileira de Fissuras Palatinas, e Vice-Presidente em nível nacional. Coordenador dos Congressos Sul Mineiros de Odontologia, realizados em Caxambu (MG). Membro Honorário da Academia Caxambuense de Letras (MG);

- WAGNER RANIER MACIEL DANTAS - Filho de José Evilson Machado Dantas e de Maria Inês Maciel Dantas, nascido em Natal (RN) no dia 12 de setembro de 1969. Diplomou-se em Odontologia, na UFRN, no ano de 1992. É especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais, pela Faculdade de Odontologia de Bauru (USP). É especialista em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais, pela Fundecto (USP). É Mestre em Clínicas Odontológicas pela UFRN. É doutor em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais pela Universidade de Pernambuco. É pós-doutor em Patologia Bucal pela Faculdade de Odontologia de São Paulo (USP). É Professor Adjunto no Curso de Odontologia da UFRN.

Acadêmicos e Acadêmicas recém chegados à Academia: Aqui, além da cultura e da memória, também buscamos a convivência harmônica entre os que fazem essa majestosa casa.
Faz-se necessário que compareçamos às atividades acadêmicas; não apenas pela convivência, pelo convívio salutar, pela festividade, mas sim, e também, pelos deveres regimental e estatutário exigidos pelas normas acadêmicas.

Que a porta ampla que dá acesso à sede de nossa Academia não seja tão ampla que por ela saiamos para não mais voltar; entremos e fiquemos! Aqui (ou lá) é o nosso lugar!
Entrem, fiquem, desfrutem, honrem e orgulhem-se de aqui estarem. Aqui é o nosso lugar!

Os fundadores, em cujas cadeiras vocês se assentam, decerto estão felizes por vocês. Preservem suas memórias; honrem seus nomes; mantenham vivas as suas histórias!

Colegas de Academia, fico muito triste quando encontro pessoas cheias de talento e potencial desistindo delas mesmas, diante das pedras e perdas em seus caminhos.
Todos nós estamos aqui para deixar marcas positivas na vida daqueles com quem nos relacionamos; estamos aqui para continuarmos com otimismo o legado dos nossos antecessores; estamos aqui também para sermos modelos de persistência e de grandeza interior.

Novos Acadêmicos, vocês estão aqui para brilhar, assim como na história em que, certo dia o fósforo disse para a vela:
-- Minha missão é de acender.
-- Ah, não! Tu não vês que se me acendes meus dias estarão contados? Não faz uma maldade dessa não! -- disse a vela.
-- Então queres permanecer toda a tua vida assim dura, fria, sem nunca ter brilhado? -- perguntou o fósforo.
-- Mas ter que me queimar... Isso dói. Consome as minhas forças! -- murmurou ela.
-- Tens toda a razão! -- respondeu o fósforo. E continuou, empolgado: -- Esse é precisamente o mistério de tua vida. Tu e eu fomos feitos para ser luz. O que eu, como fósforo, posso fazer é muito pouco. Mas se passo a minha chama para ti, cumprirei com o sentido de minha vida. Eu fui feito justamente para isso: para começar o fogo. Tu és vela. Tua missão é brilhar. Toda tua dor, tua energia se transformará em luz e calor.
Ouvindo isso, a vela olhou para o fósforo, que já estava se apagando, e disse: -- Por favor, acende-me!

Senhoras e senhores sinto-me qual o fósforo, com pouca luz, mas cumprindo a minha missão de transferi-la para os novos candelabros para que iluminem, com o lume de seus saberes, a nossa Academia Norte-Rio-Grandense de Odontologia.
Brilhem com suas luzes.
Muito obrigado!

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